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Cidades COVID 19

Em Teresina, população percorre até 6,8 km por atendimento em hospital

A pesquisa do IBGE apontou ainda que quase 20% das moradias da capital apresentam pouca estrutura

21/05/2020 18h59
Por: Redação Fonte: Portal o dia
Em Teresina, população percorre até 6,8 km por atendimento em hospital

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última terça-feira (19) apontam que, em Teresina, os moradores do residencial Torquato Neto, na zona Sul, são os que percorrem a maior distância até chegar a um hospital com suporte para internação. São cerca de 6,8 km do até a Unidade de Pronto Atendimento(UPA) do Bairro Promorar.

O número é muito superior se comparado com a distância média que as comunidades mais carentes da capital precisam andar de sua residência até a unidade de saúde mais próxima, que segundo o levantamento é de 1,6 km.

Quando o assunto é o acesso as unidades básicas de saúde a distância é menor. Em Teresina, as comunidades têm que percorrer em média 676 metros até esse tipo de atendimento, contudo, a Vila Encontro com Deus, na Zona Sudeste,  é a que precisa percorrer o maior trajeto. São 2,7 km até encontrar o serviço na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairroRenascença.

No Brasil, a média de distância que a população residente em aglomerados subnormais, conhecidos também como favelas, grotas, entre outras, é menos que dois quilômetros até um hospital.  Os números indicam ainda que 79,53% dessas comunidades estão a menos de um quilômetro de uma unidade básica de saúde.

Teresina é a sexta capital do país com maior número de residências consideradas subnormais. Cerca de 19,54% dos lares teresinenses são considerados assim. Belém está do topo do ranking com 55,49 das moradias. Por outro lado, Campo Grande tem o menor número ao registrar apenas 1,45%.

O levantamento denominado de Aglomerados Subnormais: Classificação preliminar e informações de saúde para o enfrentamento à Covid-19 tem como objetivo apresentar a gestores municipais e estaduais as distâncias que as comunidades mais carentes precisam andar até encontrar os atendimentos de unidade de saúde.

O gerente de Regionalização e Classificação Territorial do IBGE, Maikon Novaes, explicou que os dados foram coletados para integrarem o censo demográfico que foi adiado para 2021 por conta da pandemia do novo coronavírus, porém, sua divulgação foi antecipada devido à necessidade de apontar os locais com mais dificuldades aos serviços de saúde.

 

“Antecipamos a divulgação desses dados para mostrar qual é a situação dos aglomerados subnormais em municípios e estados, já que nessas localidades a população tem maior suscetibilidade ao contágio pela doença provocada pelo novo coronavírus, devido à grande densidade habitacional”, disse 

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